Após o Prêmio de Humor FITA 2025, comédia ‘A Coisa’ realiza Circuito SESC e circula
pelo Estado do Rio
DIREÇÃO E ATUAÇÃO DE ANDRÉ DALE, GEORGE SAUMA E LEANDRO SOARES
No dia 25 de fevereiro, o premiado espetáculo “A Coisa” reestreou no Teatro Gláucio Gil e
fica em cartaz até 1º de maio, às quartas, às 20h. Em paralelo, o trio se apresenta no
Circuito SESC Pulsar: São João de Meriti (6/03), Quitandinha (7/3), Madureira (14/3),
Teresópolis (20/3), Valença (10/4), Ramos (24/4) e São Gonçalo (7/5).
Após três temporadas de sucesso, 5 indicações e o Prêmio de Humor na 17ª edição do
FITA (2025), retorna à cena essa comédia surreal com “tragédia, mistério e galhofa” para
investigar com humor e irreverência os fundamentos do teatro. A idealização, direção e
atuação é de André Dale, George Sauma e Leandro Soares – eles carregam, cada um,
cerca de 20 anos de experiência no palco e nas telas.
A peça é uma comédia distópica. O texto joga com uma realidade alterada - a exemplo de
séries como Ruptura (Severance) e Black Mirror - em que o tema central é o próprio fazer
teatral e seus pilares estruturais – direção, dramaturgia e atuação. O teatro é apresentado
como uma metáfora da vida, por sua natureza presencial, fugaz e impermanente. Nas
palavras de Leandro Soares, autor do texto da peça: “Se o teatro nos ensina que a vida é
efêmera, assim como ele, também nos ensina que a única arma contra a finitude é o agora.”
Dividido em três atos – “A Coisa”, “O Enigma” e “A Máscara” – o espetáculo explora
situações absurdas permeadas de crítica e humor: dois amigos descobrem que talvez
nunca tenham tido domínio sobre suas ações; dois estranhos se envolvem num jogo de
segredos que foge à lógica e três atores enfrentam uma crise de perda total da expressão
facial. Além disso, a dramaturgia também é entrecortada por solos e entreatos, cada qual
dialogando com outros aspectos do teatro: a luz, a coxia, a projeção, etc.
Com ritmo ágil, estilo contemporâneo e metalinguagem, "A Coisa" transita entre o cômico e
o existencial, convidando o público a refletir sobre os limites entre realidade e ficção — e
sobre o próprio sentido de estar em cena, ou seja, de viver.
A peça tem dramaturgia assinada por Leandro Soares, coautoria de André Dale e música
original de George Sauma. Leandro é criador da série de comédia “Vai Que Cola”
(vencedor do Prêmio Extra/2015 e do Prêmio ABRA de Roteiros/2017), além de outros
textos para peças, séries para o streaming e longas de grande êxito.
A montagem traz uma equipe criativa de destaque: Clarice Sauma assina o desenho de
luz; Pedro Nêgo, a direção musical; Júlia Marina, a cenografia; Lua Blanco, o visagismo e
as redes sociais. A coreografia é de Rafael Defeo e o treinamento em Commedia Dell’Arte
foi conduzido por Érida Castello Branco. As fotografias são de Ricardo Brajterman e a
arte gráfica de Welder Rodrigues. A assessoria jurídica é de Ana Melman. A assistência
de direção é de Rodrigo Cavalini e a produção geral é de Paula Furtado.
O espetáculo toca em questões contemporâneas comuns a uma sociedade com relações
intermediadas pelas redes sociais, como crise de identidade/imagem, pós-verdade e perda
de sentido. Num sopro de lucidez, a peça lembra que, por mais distópico que o mundo
pareça, ainda somos movidos por presença, afeto e encontro.
Idealizadores, diretores e atores:
André Dale possui 20 anos de carreira profissional no segmento da cultura. É diretor, ator e autor de
peças e roteiros audiovisuais. Em 2007, roteirizou e dirigiu o filme “Rafa” e em 2020 integrou o
Projeto Miragem, onde dirigiu e estrelou diversos curtas-metragens. Pela Lei Aldir Blanc para o Setor
Cultural, roteirizou, dirigiu e produziu o filme “Romeu&Julieta.20” com a Cia. Algum Banquete em
2020. No teatro, dirigiu “Tetéia”, escrita por Érida Castello Branco, com temporadas no Rio de
Janeiro. Escreveu e dirigiu a peça “Aramis e Júlia – uma historinha qualquer”, encenada no Teatro O
Tablado e no Teatro Laura Alvim. Com André Pellegrino, escreveu e dirigiu o espetáculo “Namastê, a
Jornada do Herói”, monólogo encenado pelo próprio, em cartaz por três anos no Rio de Janeiro.
Recentemente, dirigiu a peça “Todo - As Sete Leis do Hermetismo”, que estreou no Teatro de Arena,
em São Paulo, escrita por André Santana e Rodrigo de Arruda.
George Sauma é músico, ator e sapateador. No teatro, ganhou o Prêmio APTR de "Melhor Ator
Coadjuvante" com a peça "A Importância de Ser Perfeito", de Oscar Wilde e dirigida por Daniel Herz;
e os prêmios CBTIJ e Zilka Salaberry de "Melhor Ator" com a peça "Pedro Malazarte e a Arara
Gigante", de Jorge Furtado e dirigida por Débora Lamm. No cinema, destaca-se sua atuação no filme
"Tim Maia" (2014), de Mauro Lima, no qual interpretou Roberto Carlos; e no filme "Rasga Coração"
(2018), de Jorge Furtado. Na televisão, ficou conhecido por seu personagem Tatalo em "Toma Lá,
Dá Cá", seguido por papéis em "Lado a Lado" e "Mister Brau". Integrou o elenco do novo “Zorra” de
2014 até seu encerramento em 2020. Como compositor, destaca-se sua música "Se Não Tiver Amor"
no tema de abertura da série "Pais de Primeira", e também como parte do disco "O Ouro do Pó da
Estrada" (2018) de Elba Ramalho. Em 2018 protagonizou a série "Pais de Primeira", de Antonio
Prata, ao lado de Renata Gaspar e em 2019 participou do reality musical “Popstar”. Recentemente,
ganhou o Prêmio Bibi Ferreira como ator coadjuvante no musical “Alguma Coisa Podre” no papel de
Shakespeare e interpretou Waly Salomão no longa “Meu nome é Gal”, cinebiografia da cantora Gal
Costa.
Leandro Soares é ator, autor e tradutor. Bacharel em Direito pela UERJ, cursou Teoria do Teatro
Unirio fez parte d'O Tablado, onde atuou em “O Rapto das Cebolinhas” (2008) e “A Menina e o
Vento” (2012) de Maria Clara Machado. Foi aluno de profissionais da cena internacional como Judith
Malina, Anatoli Vassiliev e Jean-François Dusigne. Estreou na TV com “Morando Sozinho” (2010)
série que criou e protagonizou no Multishow. Criou “Vai Que Cola” (2013), vencedor do Prêmio Extra
(2015) e do Prêmio ABRA de Roteiros (2017). Escreveu ainda os dois longas baseados no seriado,
que levaram mais de 4 milhões de espectadores ao cinema. Na NETFLIX foi criador e showrunner
da série “Nada Suspeitos” e roteirista do longa-metragem "Carga Máxima". No cinema, protagonizou o
longa “Tamo Junto” (2016) de Matheus Souza; integrou o elenco do longa “Não Vamos Pagar Nada”
(2020) de João Fonseca; e do longa “Derrapada" (2023) de Pedro Amorim. No teatro, traduziu,
adaptou e integrou o elenco de “A Importância de Ser Perfeito” (2013) de Oscar Wilde, vencedor dos
prêmios Shell, Cesgranrio, APTR e FITA. Traduziu e adaptou “Ubu Rei” (2017) de Alfred Jarry,
protagonizada por Marco Nanini, com direção de Daniel Herz.
Ficha Técnica- A COISA
Concepção, Direção e Atuação: André Dale, George Sauma e Leandro Soares
Dramaturgia: Leandro Soares
Co-autoria: André Dale
Canção Original: George Sauma
Assistência de Direção: Rodrigo Cavalini
Stand-in: Samuel Valladares
Direção Musical e Operação de Som: Pedro Nêgo
Desenho de Luz e Operação: Clarice Sauma
Projeção e Edição de Videoarte: Pedro Thomé
Treinamento de Commedia Dell Arte: Érida Castello Branco
Coreografia: Rafael Defeo
Cenário: Julia Marina
Fotografia: Ricardo Brajterman
Arte Gráfica: Welder Rodrigues
Programação Visual: Igor Gouveia
Assessoria Jurídica: Ana Melman
Visagismo e Mídias Sociais: Lua Blanco
Assessoria de Imprensa: Cristiana Lobo
Assistência de Produção: Clara Farroco
Produção executiva: Rodrigo Cavalini
Produção Geral: Paula Furtado
Mais informações:
SESC Madureira
Dia: 14 de março (sábado)
Horário: 15h
Endereço: Rua Ewbank da Câmara, 90 - Madureira, Rio de Janeiro.
Ingressos: R$ 15,00 (inteira); R$ 7,50 (meia); R$ 13,50 (Convênio); R$ 10,50 (Comerciários e dependentes e
Gratuito (PCG)
Meia entrada: para casos previstos por lei, estendida a professores e classe artística, mediante apresentação
de registro profissional, programa Mesa Brasil.
ESPETÁCULO “A COISA”:
Classificação: 16 anos
Duração: 70 minutos
Link para compra de ingressos: https://linktr.ee/acoisateatro